Asas de Portugal
Millennium Bcp

História da Equipa

A longa História dos Asas de Portugal remonta a 1977. Reveja as etapas mais marcantes.

ASAS 1977-1990

ASAS 1997-1998

PARELHA DA CRUZ DE CRISTO

ASAS 2005

ASAS 2006

ASAS 2007

ASAS 2008









ASAS 1977-1990

  
 
                                              
PARTE 1                                                                          PARTE 2

 




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ASAS 1997-98





A importante fase de reestruturação que ocorreu na FAP no início dos anos 90 levou ao "phase-out" do T-37C e ao interregno da Patrulha.
Em 1997 e 1998 a Patrulha voou de novo, desta vez equipada com aeronaves Alpha-Jet e integrada na Esquadra 103 - Caracóis, sendo constituída por 7 oficiais pilotos aviadores e por uma equipa de manutenção.
A primeira aparição pública com o Alpha-Jet foi em 27 de Junho de 1997 em Sintra, nas comemorações do 45º aniversário da Força Aérea.
Tinha como missão representar a FAP em festivais nacionais e internacionais, projectando uma imagem de proficiência e tecnicismo, contribuindo para a sua divulgação e suscitando vocações entre a juventude.
Por razões logísticas, a Patrulha Asas de Portugal foi desactivada em 1998.



  


 



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PARELHA DA CRUZ DE CRISTO

 

O regresso da acrobacia baixa à Força Aérea Portuguesa

Alinhados na pista com autorização para descolar... uma última vez verificam o QFE introduzido e o altímetro a marcar zero, uma última vez verificam a configuração e os instrumentos dos motores.

Para trás ficou o “briefing” da missão onde foram revistos os objectivos para o treino e todos os aspectos a serem especificamente melhorados neste voo. Para terminar a preparação fazem um “voo de cadeira”onde simulam em conjunto cada movimento que vão executar como se de um voo realmente se tratasse.

Tal como hoje, costumam treinar cedo, antes das outras esquadras iniciarem a sua actividade normal, além disso de manhã têm maior capacidade de concentração e frescura física e o treino rende mais. São 35 minutos de voo exigente, em que cada segundo conta e requer uma atenção extrema.

A meteorologia vai estar boa, as nuvens estão altas, não existe turbulência e o vento não é significativo... vai ser um bom treino.

“Embalar motores siga...” o chefe olha para o asa a confirmar que ambos estão prontos e após um sinal afirmativo... “travões siga... trem siga... a subir e a voltar... slot siga!!...” transmite o chefe ao asa durante os primeiros 30 segundos da sequência. São comunicações habituais entre eles. É como uma conversa em que o chefe da parelha informa o asa do que vai acontecendo, sincronizando os movimentos com as vozes. E a formação continua assim durante mais 12 minutos, numa simbiose perfeita, em que cada momento foi devidamente estudado, planeado e repetido vezes sem conta.

Por restrições de combustível  fazem duas sequências completas corrigindo entre a primeira e a segunda algo que tenha corrido menos bem. Não aceitam nada menos que a perfeição, por isso, voo após voo, tentam eliminar os pequenos erros que sempre acontecem e que são imperceptíveis do chão. Sabem que têm o apoio de todos e que as expectativas são grandes.

Procuram retribuir com o tecnicismo e exigência das suas manobras o esforço daqueles que, semana após semana, lhes preparam os aviões e tudo fazem para que este projecto seja um sucesso para a Força Aérea.
 

    

História recente

Depois de uma extraordinária Era dos“Asas de Portugal”, em T-37C, marcante de gerações de pilotos e entusiastas da aviação, reaparecem em 1997 os novos “Asas”, uma patrulha de seis aviões Alpha Jet nascida no seio da Esquadra 103 - “Caracóis”.

A nova formação exibiu-se no 45º Aniversário da Força Aérea e durante o festival aéreo que assinalou a inauguração da Aeródromo da Maia no dia 6 de Julho daquele ano. Em 1998, embora os treinos tivessem tido início para a preparação da nova época, por razões de ordem vária a patrulha foi desactivada.

Tudo recomeçaria em 2001, quando foi atribuída à Base Aérea de Beja e à Esquadra 103 a responsabilidade de preparar uma demonstração de “performance” em Alpha Jet, para integrar o festival aéreo das comemorações do 50º aniversário da Força Aérea.

O resultado foi o nascimento duma parelha de exibição que representou Portugal nesse festival, apresentando um programa de exibição, constituído por uma sequência de manobras com a duração de 16 minutos e 30 segundos, que recolheu os maiores elogios de todos os que tiveram oportunidade de o presenciar.

Ressurgiu, também, a ideia de levar mais longe aquela exibição, com a intenção de recuperar a acrobacia baixa enquanto exibição, algo tão marcante no passado da Força Aérea e retomar uma actividade que iria preencher o espaço vazio deixado pela Patrulha Acrobática “Asas de Portugal”, embaixadora de Portugal durante mais de uma década.
 

Organização e Programa de treinos

A Organização prevista para uma actividade desta natureza é apresentada de forma detalhada no Estatuto da Parelha que engloba entre outros aspectos a missão, a organização, os procedimentos, o plano de actividades e o enquadramento na Força Aérea.

A parelha está inserida na Esquadra 103 – “Caracóis”, na Base Aérea de Beja, tendo em termos genéricos a seguinte organização:

-  Depende directamente do Comandante de Esquadra (actualmente o MAJ/PILAV José Gaspar) que supervisiona o desenrolar da preparação, garantindo o cumprimento estrito dos mais elevados padrões de segurança;

-  É constituída por dois Pilotos Instrutores efectivos, actualmente o CAP/PILAV Rui Romão e o CAP/PILAV Paulo Videira, voluntários para este projecto desde o primeiro momento;

-  Prevê o Estatuto que integrem este tipo de actividade um oficial de Relações Públicas, um oficial de Logística, um sargento e uma praça para a área de apoio.

É da responsabilidade do chefe da parelha a definição e apresentação dum programa de treinos rigoroso e seguro para cada época, como o foi para este ano. Para que esse programa seja cumprido e para que seja atingido um nível de proficiência elevado, a parelha dispôs de um período para treinos, adequado aos objectivos propostos. São quatro as fases que compõem o programa, a primeira não é mais do que treino básico de formação em altitude. Os pilotos ficam a conhecer melhor a forma única de voar de cada um.

A segunda fase é constituída por manobras específicas para a sequência final. Algumas das quais foram escolhidas entre as já existentes, outras são completamente novas. Na terceira fase ligam-se as manobras e cria-se a sequência. Em cada treino são efectuadas duas ou três sequências completas e o combustível remanescente é utilizado para resolução de possíveis dificuldades excepcionais. Na quarta e última fase, pelo menos uma vez por semana, o treino é efectuado noutro aeródromo. Consiste no ensaio da sequência final fora da base-mãe, a fim de angariar experiência na escolha de referências, diferentes das utilizadas diariamente na BA11, permitindo aos pilotos a aquisição de traquejo para as exibições oficiais.

Para o ano de 2004 a sequência de exibição escolhida é em tudo muito idêntica à apresentada em 2002, sendo introduzidos alguns ajustamentos que melhoraram o ritmo e diminuíram a espaço da demonstração.

 
A Parelha na Base Aérea de Beja

No dia-a-dia atarefado de uma Unidade como a BA11, ver acrobacia baixa em formação representa para todos uma golfada de ar fresco. No cumprimento das suas missões de instrução, de treino ou missões operacionais, todos compreendem a importância desta actividade, por isso todos contribuem na coordenação para que a missão se cumpra.

Relevante tem sido a colaboração da Esquadra 301 – “Jaguares” e da sua manutenção Alpha Jet, na forma como garantem a prontidão dos meios necessários, sem reparar se os treinos começam antes da hora normal ou se por motivos meteorológicos têm que ser efectuados depois da hora.

Nos “Caracóis” o entusiasmo é grande. Os dias são curtos para tudo o que há para fazer e consomem-se à volta da Instrução e da melhor forma de ensinar. Mesmo com o intenso ritmo da Esquadra, não passa despercebido o interesse e o orgulho que os Alunos sentem ao presenciarem o trabalho dos seus Instrutores. Ainda que apenas com dois aviões, os pilotos instrutores mais novos sabem que, mais tarde ou mais cedo, a sua vez vai chegar. Tal como noutros países, a rotação de pilotos pelas patrulhas é uma necessidade básica, tendo em conta o desgaste que esta actividade provoca. Mas, independentemente deste factor primordial, há sempre que dar lugar aos mais novos para que, com novas ideias e espírito crítico, possam melhorar e assegurar uma continuidade de excelência.


   

 
O Baptismo

De acordo com os objectivos definidos para a parelha procurou-se uma designação ligada à Força Aérea e ainda não utilizada no passado. A “Flying Display Team” de 2002 serviu os seus desígnios, mas não tem lugar na língua portuguesa nem espelha o que se pretende transmitir. Depois de uma vasta pesquisa e de muitas ideias terem sido avançadas, unanimemente escolhemos o nome ”Parelha da Cruz de Cristo”.

A Cruz de Cristo, ostentada nas velas pelas naus, foi o símbolo dos Descobrimentos, época ímpar da nossa história, sendo igualmente a imagem adoptada pela Aeronáutica Militar Portuguesa e depois pela Força Aérea, a partir de 1952, quando se tornou ramo independente, mas acima de tudo é um símbolo que a todos nós pertence e do qual muito nos orgulhamos.

Que este baptismo seja sinónimo de excelência, de fazer bem, para que a Parelha da Cruz de Cristo tal como os Dragões ou os São Jorge, tal como os Asas de Portugal, possa à sua dimensão, representar ao mais alto nível a Força Aérea Portuguesa e o País.


E assim se inicia uma nova época na acrobacia baixa portuguesa em Alpha jet. Vai ser a terceira temporada para os ASAS DE PORTUGAL principiando um novo ciclo na sua curta existência com a reestruturação da equipa. Cumprindo com os elevados requisitos para o cumprimento desta missão os novos elementos não se esquecem da enorme responsabilidade que lhes incide, animados de um elevado espírito de missão, exigência e rigor, procurando ser um exemplo nacional de excelência

 

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 ASAS 2005




Os Asas de Portugal tiveram em 2005 a sua “primeira época” oficial de demonstrações. A primeira nesta nova versão dos Asas e a primeira completa desde 1990, última época dos Asas em T-37.
A 18 de Janeiro deste ano tiveram início os voos de treino e a primeira demonstração oficial teve lugar nos Açores no final de Maio. O Dia da Unidade, na Base Aérea de Beja, comemorado no final de Outubro passa a assinalar o encerramento do período oficial de demonstrações dos Asas.
Para trás ficou um ano intenso de trabalho, de preparação e de afirmação dum projecto já reconhecido e acarinhado por todos. Os Asas efectuaram 9 exibições, 7 das quais em território nacional e duas no estrangeiro, entre 21 Maio e 25 Outubro.
 
 
 

LOCAL
DATA
MOTIVO
Lages - BA4
21/05/05
CAD 05 – Community Appreciation Day
Áustria - Zeltweg
24/06/05
25/06/05
Airpower 05
Aveiro – Praia da Barra
02/07/05
 
53º Aniversário da Força Aérea
Estoril – Praia do Tamariz
12/07/05
Festival de Acrobacia Aérea de Cascais
Açores – Praia da Vitória
13/08/05
Festas da Praia
República Checa - Brno
10/09/05
11/09/05
Czech International Air Festival
Évora – Aeródromo Municipal
17/09/05
18/09/05
Portugal Air Show
Beja – Parque de Exposições
08/10/05
Rural Beja
Beja – BA11
25/10/05
Dia da Unidade

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
Os Asas de Portugal regressaram aos Açores dezasseis anos depois, para participarem no Dia de Apreço à Comunidade, que decorreu na Base Aérea das Lajes no passado dia 21 de Maio. A última vez que os Asas haviam estado nas Ilhas foi no ano de 1989 para participarem numa série de demonstrações, por ocasião das comemorações do Dia de Portugal e da “presidência aberta” que então decorria. 
O Dia de Apreço à Comunidade é um acontecimento patrocinado pela Força Aérea Americana, dedicado aos Terceirenses, sempre com um grande envolvimento da Base Aérea nº4 e da Força Aérea Portuguesa. E este ano não foi diferente, o programa teve uma forte participação da Força Aérea que se fez representar neste evento na Base Aérea das Lajes por aeronaves de diversas Esquadras: Esquadra 711, Albatrozes com o Helicóptero Puma e o CASA C-212 Aviocar; Esquadra 201, Falcões, com dois F-16 em exposição estática; Esquadra 301, Jaguares, com dois Alpha Jet também para exposição estática e a Esquadra 103, Caracóis, com os Asas de Portugal.
O envolvimento dos Comandos da ZAA e da BA4 produziu os seus frutos e fez com que toda a participação portuguesa fosse um sucesso.
A demonstração dos Asas de Portugal encerrou o programa com chave de ouro.
A expectativa criada à volta do regresso dos Asas à Ilha tinha sido grande.  E foi num dia ameno e com céu limpo, algo não comum nos anos anteriores, excelente para  a pratica de acrobacia baixa, que quem esteve presente, pode assistir a 15 minutos de pura magia, para jubilo de todos.
Mas o que este regresso dos Asas de Portugal aos Açores teve de mais admirável foi a forma entusiasta e envolvente como nos receberam. Mais parecia que os Asas de Portugal não tiveram uma interrupção de tantos anos, e claramente continuam a ser reconhecidos como verdadeiros embaixadores da Força Aérea e do País. Quando assim é, maior é o nosso dever corresponder e de estar à altura das expectativas.
O alcançar dos objectivos a que os Asas se proposeram desde o início foi apenas possível graças ao esforço conjunto duma vasta equipa de profissionais de elevado nível que de uma forma voluntária e cativante contribuíram para um fim comum: o engrandecimento da imagem da Força Aérea; o catalisar de vontades e valores morais e o desenvolvimento e promoção da excelência pelo exemplo.






Os “Asas de Portugal” exibiram-se em Zeltweg, na Áustria, de 22 a 27 de Junho, por ocasião do Airpower/05, festival aéreo com que a Força Aérea Austríaca comemorou o seu 50º Aniversário. Estiveram presentes as mais importantes patrulhas acrobáticas europeias, entre as quais os Águila, Patrouille de France, Red Arrows, Patrouille Suisse, Frecce Tricolori.
A estreia internacional realizou-se, no dia 24, pelas 16H00, entre um solo do PC-9 esloveno e a famosa Patrouille de France.
Descolámos da pista 26, a 2220’ de altitude, com uma temperatura de 30º e uma humidade extremamente elevada. Nestas condições a performance dos aviões diminui, tornando o voo ainda mais difícil. O conceito de voo que escolhemos desde o início causou um efeito surpreendente naqueles que nos viram voar. Realizada a exibição, depressa foram chegando as felicitações, assim como diversos convites para participar em futuros eventos, para o ano de 2006.
A Patrulha Acrobática Nacional regressou, assim, ao palco internacional, lado a lado com outras patrulhas e outros países que vêem um valor acrescido nesta actividade, “sendo a nossa maior recompensa poder representar e dignificar desta forma o nome de Portugal, cientes de que o trabalho desta equipa de pilotos e mecânicos deixa orgulhosos os portugueses e faz jus ao nome “Asas de Portugal.”




Para a história deste primeiro ano ficam inúmeros momentos que não iremos concerteza esquecer: o regresso dos Asas aos Açores, recebidos com tão calorosa recepção; o primeiro festival internacional que teve lugar entre as montanhas de Zeltweg, na Aústria ou os autógrafos ao público presente no Portugal AirShow, onde o esforço, por maior que seja, é recompensado pela alegria e entusiasmo dos mais novos.  
Está de parabéns a Força Aérea, por ter recuperado algo tão sublime do seu património histórico e estão de parabéns os Asas por terem devolvido ao ideal de muitos jovens portugueses o símbolo maior da tradição acrobática portuguesa.
 

 




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ASAS 2006


Quando no seio da Esquadra 103, no ano de 2003, elaborámos o primeiro projecto de pintura para aquele que seria o futuro esquema das aeronaves dos Asas de Portugal, estávamos longe de pensar que o caminho percorrido desde então nos guiasse a um resultado final tão brilhante e tão espectacular quanto este a que temos o privilégio de assistir.

Em Dezembro de 2004, a Brandia, uma empresa portuguesa profissional de marketing criativo, veio até nós com a intenção de desenvolver um trabalho, ligado aos Asas. “A Brandia é a empresa líder de comunicação em Portugal, com uma experiência de 20 anos na gestão global de marcas. No seu portfolio de Brand Design para a indústria aeronáutica, constam igualmente os projectos de criação de marcas e pinturas das aeronaves da SATA Internacional, SATA Air Açores, TAP e White.”
Foi providencial ter vindo até nós, pela mão de quem, tal como nós, sabe o poder de comunicação dum nome como Asas de Portugal.
Durante a apresentação do projecto da Brandia foi como que se alguém recriasse ou materializasse no papel um sonho que até então era só nosso e que integrava todos os elementos por nós considerados essenciais.
Um projecto com muitos meses de trabalho, que pela sua beleza e força criativa, a Brandia, numa atitude altruísta, resolveu oferecer à Força Aérea e ao qual decidiu denominar de: “Asas de Portugal: Reafirmar um Património”.


  

BREVE MEMÓRIA DESCRITIVA DO PROJECTO APRESENTADO PELA BRANDIA

 “Mais do que uma marca, os “ASAS DE PORTUGAL” são uma “national equity”, representando um dos mais altos valores portugueses e constituindo uma referência admirada e respeitada no mundo inteiro. Para a Brandia foi uma honra poder contribuir para o relançamento de uma das marcas portuguesas que, internacionalmente, mais prestígio e reconhecimento aportam a Portugal. Estamos certos que este voltará a ser um dos pilares de afirmação da nossa nacionalidade e que fortemente contribuirá para a imagem que reflectimos para o exterior. Fazer dos ASAS uma referência máxima de ambição e comunicação da Força Aérea e desenvolver as bases para a criação de um património de marca capaz de atrair os melhores valores individuais para a Instituição, foram os objectivos principais a que a Brandia se propôs atingir neste projecto.
 
A MARCA

Por todos os motivos anteriormente enunciados, desenvolver uma Marca para os ASAS foi um grande desafio.
Optámos, em primeiro lugar, por simplificar o nome, abdicando da preposição ‘de’. Continuarão a ser denominados por todos como os ASAS DE PORTUGAL mas, na realidade, a estrutura e composição da marca é mais simplificada e contém apenas o essencial. A inspiração das formas vem de referências gráficas militares: Tipografia idêntica à utilizada nos veículos/aeronaves militares; Linhas rectas, sendo as curvas substituídas por linhas inclinadas; A utilização do stencil reforça também o estilo militar. O símbolo também reflecte esta mesma inspiração. Quanto ao significado do símbolo, trata-se da representação do elemento “avião” e ao mesmo tempo a letra “A” de Asas.
Reforçar o imaginário militar neste projecto, é fundamental para que seja criada uma relação entre valores de modernidade e os da instituição militar, elevando esta última para um patamar mais actual. Os ASAS são, acima de tudo, militares, pelo que os aviões não devem ser vistos como os tradicionais aviões de acrobacias, mas como os aviões dos Ases da Força Aérea.
 

   



A PINTURA E AS CORES
 
Optámos pelas cores mate em detrimento das brilhantes. As cores mate pertencem historicamente a uma linguagem militar, enquanto que as brilhantes se conotam mais com patrulhas exclusivamente dedicadas a acrobacias e à aviação civil. São assim os verdadeiros caças, nos quais procurámos também a inspiração que traduzimos na quadrícula da frente do avião.
As cores são as de Portugal — Vermelho e Verde. Porém o verde não é exactamente o verde Nacional, mas sim um verde militar, conseguindo assim um compromisso entre a portugalidade e a componente militar.
O Preto e o Branco são cores que, juntamente com as anteriores, dão o destaque e o contraste suficiente quando observamos as aeronaves em actuações acrobáticas.”
 
A PINTURA

O esquema de pintura o qual ainda será objecto de pequenas, mas importantes alterações, foi surgindo ao longo de inúmeras reuniões, troca de ideias e mesmo algumas experiências junto do público alvo.
Chegados a uma decisão final sobre a parte criativa do projecto, foi necessário passar à fase de produção ou seja à fase da pintura. A OGMA S.A., pela ligação que tem à Força Aérea, pela tradição que tem na pintura das nossas aeronaves e pela qualidade do trabalho que nos tem apresentado, foi a empresa naturalmente escolhida para esta tarefa.
A coordenação para a fase de produção foi tripartida entre a Brandia, a Força Aérea e a OGMA, que duma forma simples, rápida e directa, atacaram os problemas, procuraram soluções, tendo sempre presente que os valores em questão exigem o melhor de cada um. O processo não deixou de ter a sua quota parte de burocracia, de ser técnico, de obedecer a rígidas regras comerciais. No entanto, como todos os grandes projectos, só o poderão ser se o melhor da componente humana sobressair e se suplantar às dificuldades. Neste, em particular tivemos o privilégio de privar com excelentes profissionais. Os que na Força Aérea acreditaram e autorizaram que tal acontecesse, os que executaram aos vários níveis, os que na Brandia trabalharam connosco, ou os que já não estando na Brandia continuaram de forma igual, intransigentemente voluntários, os que na OGMA, ligados ao Alpha Jet, o prepararam e deram o melhor de si, ou os que ligados à área da pintura fizeram um trabalho excepcional.


   
Neste processo muitos têm sido aqueles que de uma forma desinteressada, têm oferecido a sua preciosa e indispensável colaboração. Como são inúmeros os que têm contribuído para “reafirmar um património” e como não pretendemos esquecer alguém, resta enaltecer o brilhantismo e agradecer a todos, sem excepção. Após observar a opinião dos designers sobre a arte que criaram, vejamos agora como nós entendemos e sentimos este projecto. Idealizamos algo simples, mas com um forte simbolismo nacional, patriótico, um vector de valores. O conceito pátria é transmitido através dos tons vermelho e verde mate presentes no avião. Embora não sejam exactamente os tons do símbolo máximo da Nação, quando banhados pela luz do sol, reflectem na perfeição as nossas cores. Além disso, quando ambas as aeronaves voam em posições inversas e mostram simultaneamente o vermelho e o verde, “desfraldam” no céu, e em conjunto, a bandeira nacional. Ao serem conjugados nas grandes superfícies, os mates (verde, vermelho e preto) com o branco brilhante, impedem que em certos planos, expostos à luz, o avião seja apenas uma mancha de uma só cor. O símbolo nacional reflecte-se igualmente através da enorme bandeira que se apresenta “desfraldada” no leme de cauda do avião. A bandeira, ainda com proporções de vermelho e verde por acertar, não surge tímida, mas sim corajosamente exposta, como que ao vento, identificando claramente o nosso País. O branco, símbolo da instrução, nas aeronaves da Força Aérea, volta a estar presente na patrulha acrobática nacional, tal como estivera no T-37C.
Agora que a frota Alpha Jet está dedicada por inteiro aos “Caracóis”, Esquadra de Instrução 103, faz sentido ter o cuidado de recuperar esta tradição.
A Cruz de Cristo surge-nos, estilizada, nova, moderna e porém, sempre com o mesmo carisma e a mesma força que a caracterizam. O seu novo “look” torna-a mais comunicativa, dinâmica e interactiva, dentro do novo conceito de imagem desta geração de Asas. Generosamente colocada no avião, podendo ser observada radiosa e brilhante em praticamente todas as posições de voo. A inscrição Força Aérea Portuguesa surge discreta e ao mesmo tempo arrojadamente declarada. Como se não fosse suficiente o vermelho e o verde, ou a bandeira nacional em ponto grande, existiu ainda a intrepidez para anunciar e inscrever no topo superior da fuselagem do avião, que esta declaração de nacionalismo é produto da nossa Força Aérea Portuguesa.



Desculpem-nos os mais discretos ou os menos ousados, mas a coragem para inovar, para escolher uma nova aproximação de comunicação, virada para a transmissão de valores basilares, onde se mostram todas as capacidades e profissionalismo dos seus homens, tem sido apanágio da Força Aérea. O novo símbolo dos Asas, em forma de “A”, é apresentado de forma explícita no leme de cauda, aparecendo dissimulado na pintura, quer no extradorso, quer no intradorso, acompanhando as linhas da aeronave. O símbolo não procura substituir o antigo dos Asas, porque simplesmente não o poderá fazer. O antigo emblema faz a ponte entre o passado e o presente, preserva a nossa história e a nossa identidade, enquanto que o novo faz a ponte entre o presente e o futuro, sendo o expoente máximo nesta nova forma de comunicar com os mais novos, de comunicar com o futuro.
A tradição dos Asas em T-37C é imaculada, e estará sempre presente em nós. Mas este tempo é um outro tempo e concerteza aqueles que voaram na lendária patrulha em T-37, os eternos Asas, tal como nós, tiveram um espírito irreverente e uma mentalidade construtiva, positiva, capaz de abraçar a diferença, de acreditar nas possibilidades e conseguir ver além do óbvio. É por isso que os Asas sempre foram tão especiais, pela sua capacidade de inovar, de olhar para o futuro e lá projectar os valores que a nossa Instituição sempre defendeu.
E para concluir este périplo pelas novas cores dos Asas, foi ainda inscrita a palavra Portugal no intradorso, junto ao nariz do avião, cada vez que o avião rolar no céu, ou passar junto ao público mostrando a superfície inferior, a palavra Portugal lá estará, presente. Quando as duas aeronaves voarem “coladas” uma à outra, aparecerá duas vezes, no melhor plano da pintura, tendo havido o cuidado de inscrever Portugal apenas à frente, para que nunca fique coberta pela outra aeronave, durante a perfeita execução das manobras que os Asas exibem.
 


A perfeição sempre foi o que de melhor os Asas tiveram e sempre foi aquilo que os distinguiu dos outros. Porque “as acrobacias dos Asas são fruto do seu espírito apaixonado e dedicado, enquanto maneira de estar na vida, e não de um simples “milagre” pontual que acontece durante um voo. Para lá de todas as interrupções da actividade, restrições orçamentais e limitações técnicas ao longo da história dos “Asas de Portugal”, o espírito permaneceu, permitindo retomar com toda a força a sua missão.”
Com este projecto não só um novosímbolo surgiu, com uma força comunicativa impressionante, mas também umanova assinatura para os Asas foi criada:
O Espírito nunca aterra.
Este Espírito não é mais do que a nossa paixão pelo que fazemos, a nossa alma que nos move, nos inspira, nos faz acreditar, sonhar, nos faz ser o que somos,

Asas de
todo o Portugal...



DATA
LOCAL
MOTIVO
26/05/06
Sintra – BA1
Abertura Oficial Época
27/05/06
Sintra – BA1
Encontro Nacional de Especialistas
01/06/06
03/06/06
04/06/06
Aire 06 - Murcia
Festival Aéreo Espanhol
16/06/06
17/06/06
Leeuwarden Holanda
RNLAF Open Days 06
29/06/06
01/07/06
Esposende
Comemorações 54º Aniversário FAP
15/07/06
16/07/06
Estoril
Mini Festival Aéreo do Estoril
21/07/06
23/07/06
Sanicole Bélgica
Festival Aéreo de Sanicole - Bélgica
29/07/06
30/07/06
Santa Cruz
Festival Aéreo de Santa Cruz
08/09/06
09/09/06
10/09/06
Grenchen – Suiça
Festival Aéreo da Suiça
 






















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ASAS 2007



Brochura de 2007 (.pdf)


Para o ano 2007 os objectivos propostos serão acima de tudo a segurança e a continuação de um projecto, em que são enaltecidos os elevados níveis de proficiência e tecnicismo que caracterizam esta arte de voar. Nos voos de treino com uma duração de 1:15 na fase inicial e agora na fase final de preparação entre os 30 e 45 minutos que ambos os pilotos sentem uma enorme liberdade e prazer no voo pois é atingida a máxima simbiose entre a maquina e o piloto. Sendo o produto final uma exibição de cerca de 16 minutos para o “bom tempo” e de cerca de 13 minutos para o “mau tempo” com uma perfeita coordenação e sintonia entre ambos os elementos da formação espelhando o treino e as suas capacidades técnicas.

A equipa de 2007 é constituída por elementos altamente qualificados e voluntários.

Os pilotos são:

#1 Cap/PilAv Sérgio Estrela;
#2 Cap/PilAv Agostinho Rocha;

“Speaker” Ten/PilAv Ricardo Ribeiro.
Supervisor Cap/PilAv Paulo Videira.

Os mecânicos são:

Alf/TMMA Pedro;
1Sar/MMA Ruivo;
1Sar/MMA Guerreiro;
Cadj/MMA Leça;
Cadj/MMA Esperança;
Cadj/MMA Botelho;
1ºCab/MMA Lutas;
1ºCab/MMA Silvestre.”

Tal como aconteceu no passado, a Patrulha Acrobática “Asas de Portugal” tem a sua génese no seio de uma Esquadra de Instrução. Pelas características da Esquadra 103, dos meios que opera e dos profissionais que a integram, foi determinado ser esta a Esquadra adequada para fazer “renascer” de novo os “embaixadores do céu lusitano”.

Todos aqueles que integram os “Asas de Portugal”, desde os Pilotos aos Mecânicos, desde o Pessoal de Apoio ao Operador que filma e regista os treinos e as demonstrações, todos estão motivados em contribuir para o engrandecimento da Força Aérea, animados de um elevado espírito de missão, exigência e rigor, procurando ser um exemplo nacional de excelência. A Patrulha Acrobática “Asas de Portugal” tem a seguinte missão:

- promover junto do grande público, a Força Aérea Portuguesa, transmitindo pelo exemplo, uma imagem de proficiência, profissionalismo e disciplina;

- promover o patriotismo, o orgulho e identidade pública nacional, contribuindo para um melhor reconhecimento e apreciação pública das Forças Armadas e em especial da Força Aérea;

- constituir-se como plataforma de recrutamento e retenção, despertando nos jovens vocações e o interesse por uma carreira militar;

- representar a Força Aérea Portuguesa em importantes manifestações da vida Regional e Nacional;

- representar a Força Aérea Portuguesa nos festivais aeronáuticos internacionais considerados de relevo. 


As participações efectuadas na Época de 2007 foram:

16 de Maio apresentação ao CEMFA em Beja;
26 de Maio exibição para comemorar os 30 anos dos ASAS DE PORTUGAL em Beja;
2 de Junho – XXXI encontro nacional da AEFA – BA5;
9 de Junho – Comemorações do Dia de Portugal – Setúbal;
22 de Junho – Midnight Sun Airshow – Kauhava AFB – Finlândia;
30 de Junho – 55º aniversario da FAP – BA11;
15 de Julho – Coimbra Airshow – LPCO;
22 de Julho – 31º International Airshow Sanicole – Bélgica;
29 de Julho – II Festival Aéreo da Cidade de Gijón – Gijón – Espanha;
16 de Setembro no PAS (Portugal Air Show) – Évora;
21 de Outubro em Valência – Espanha;
23 de Outubro fim da época de 2007 em Beja no dia da Unidade – BA11.

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ASAS 2008

 Brochura de 2008 (.pdf)

 O Major Piloto Aviador Paulo Videira é o nº 1 dos ASAS DE PORTUGAL. Nasceu a 27 de Maio de 1971 Singen, Alemanha.



Ingressou na Academia da Força Aérea em 1990. Efectuou o Curso de Conversão Operacional e foi colocado na Esquadra 301 “Jaguares ” onde permaneceu como Piloto Operacional até ao final de 1999. É Piloto Instrutor e Oficial de Operações da esquadra 103 “Caracóis ”.

Em 2007 desempenhou a função de Supervisor da patrulha acrobática ASAS DE PORTUGAL.

Até à data tem mais de 2300 horas de voo em Alpha-Jet.



O Capitão Piloto Aviador Ricardo Ribeiro é o nº 2 dos ASAS DE PORTUGAL. Nasceu a 18 de Maio de 1979 em Ovar.

Ingressou na Academia da Força Aérea em 1997. Efectuou o Curso de Conversão Operacional e foi colocado na Esquadra 301 “Jaguares ” onde permaneceu como Piloto Operacional até ao final de 2005. É Piloto Instrutor, Chefe da Secção de Planeamento e desempenha funções na Secção de Uniformização e Avaliação da esquadra 103 “Caracóis ”.
Em 2007 desempenhou as funções de Speaker e Oficial Logístico da patrulha acrobática ASAS DE PORTUGAL.
Até à data tem mais de 1700 horas de voo em Alpha-Jet.



O Capitão Piloto Aviador Hugo Baptista é o Coordenador de Voo dos ASAS DE PORTUGAL. Nasceu a 5 de Agosto de 1979 em Lisboa.

Ingressou na Academia da Força Aérea em 1997. Efectuou o Curso de Conversão Operacional e foi colocado na Esquadra 301 “Jaguares ” onde permaneceu como Piloto Operacional até ao início de 2005. Efectou o Curso de F-16 na Tucson ANG, Arizona, EUA. Foi colocado na Esquadra 201 "Falcões" até meados de 2007. Foi colocado na Esquadra 103 "Caracóis" em Abril de 2007. É Piloto Instrutor, Chefe da Secção de Informações e Guerra Electrónica e Oficial de Segurança de Voo da Esquadra.
É o primeiro ano que pertence aos ASAS DE PORTUGAL, como Flight Coordinator da patrulha.
Até à data tem mais de 700 horas de voo em Alpha-Jet.



O Tenente Piloto Aviador é o Speaker dos ASAS DE PORTUGAL. Nasceu a 29 de Dezembro de 1982 em Lisboa.

Ingressou na Academia da Força Aérea em 2000. Efectuou o Curso de Pilotagem em Vance AFB, Oklahoma, nos EUA, no ano de 2006. Efectuou o Curso de Conversão Operacional e ingressou na Esquadra 103 "Caracóis" . É Piloto Instrutor, Chefe da Secção de Apoio e Mobilidade e da Secção de Publicações na Esquadra 103 "Caracóis".
É o primeiro ano que pertence aos ASAS DE PORTUGAL, como Speaker da patrulha.
Até à data tem mais de 400 horas de voo em Alpha-Jet.

 

 

Concepção Gráfica: PROMO, SA